jueves, 29 de octubre de 2009

O Auto da Compadecida





No vilarejo de Taperoá, sertão da Paraíba, João Grilo (Matheus Nachtergaele) e Chicó (Selton Mello), dois nordestinos sem eira nem beira, andam pelas ruas anunciando A Paixão de Cristo, "o filme mais arretado do mundo". A sessão é um sucesso, eles conseguem alguns trocados, mas a luta pela sobrevivência continua. João Grilo e Chicó preparam inúmeros planos para conseguir um pouco de dinheiro. Novos desafios vão surgindo, provocando mais confusões armadas pela esperteza de João Grilo, sempre em parceria com Chicó, mas a chegada da bela Rosinha (Virgínia Cavendish), filha de Antonio Moraes (Paulo Goulart), desperta a paixão de Chicó, e ciúmes do cabo Setenta (Aramis Trindade). Os planos da dupla, que envolvem o casamento entre Chicó e Rosinha e a posse de uma porca de barro recheada de dinheiro, são interrompidos pela chegada do cangaceiro Severino (marco Nanini) e a morte de João Grilo. Todos os mortos reencontram-se no Juízo Final, onde serão julgados no Tribunal das Almas por um Jesus negro (Maurício Gonçalves) e pelo diabo (Luís Melo). O destino de cada um deles será decidido pela aparição de Nossa Senhora, a Compadecida (Fernanda Montenegro) e traz um final surpreendente, principalmente para João Grilo.



viernes, 23 de octubre de 2009

Orfeu Negro


Orfeo negro (1959) es una película del director de cine francés Marcel Camus. De coproducción brasileña, francesa e italiana, fue rodada en Río de Janeiro y contribuyó a convertir en mundialmente famosa la música popular brasileña.
Antonio Carlos Jobim y Luis Bonfá son los autores respectivos de los dos temas principales de la banda sonora, "A felicidade" y "Manhã de Carnaval", que llegarían a ser clásicos de bossa nova y jazz.

Basada en la obra teatral Orfeu da Conceição del poeta y también músico Vinícius de Moraes, constituye una adaptación del mito griego de Orfeo al ambiente del carnaval brasileño.
La bella Eurídice llega a Río de Janeiro en vísperas de su famoso carnaval, donde será acogida por una prima que vive en un arrabal de favelas de la ciudad. Se acerca allí, entre el frenesí de la samba por las calles, en un tranvía cuyo conductor, un músico llamado Orfeo, héroe popular del lugar por el poder de seducción de sus canciones, se fija en sus encantos. Sin embargo, la relación de este con ella se verá afectada por las sospechas de su celosa novia. La pasión los sumergirá en el trance vertiginoso del carnaval, que a su vez los arrastrará a un desenlace fatídico. Como en el mito griego, Orfeo, aun siendo capaz de hacer levantarse el sol con su música y su canto, y de embelesar a todos los que lo oyen, no consigue realizar su amor.
Ganó la Palma de Oro del Festival Internacional de Cine de Cannes en 1959, y en 1960 los premios Oscar y Globo de Oro a la mejor película en lengua extranjera.
En 1999, Carlos Diegues hizo un remake de esta película titulado Orfeu, cuya banda sonora fue producida por Caetano Veloso.
En 2005, coincidiendo con el año de Brasil en Francia, René Letzgus y Bernard Tournois exhibieron en el festival de Cannes su documental À la recherche d’Orfeu negro (En busca de Orfeo negro), que explora la repercusión social que ha tenido Orfeo negro en Brasil hasta la actualidad, sobre todo en lo que respecta a la internacionalización del carnaval, la samba, la bossa nova y la obra de Vinicius de Moraes.

En él, ofrecen su testimonio importantes personalidades de la música y la cultura brasileñas, como Gilberto Gil, Milton Nascimento, Carlos Diegues… y el propio Breno Mello, el actor que caracterizó a Orfeo, al que este documental rescató del olvido en que vivía pobremente en una humilde casa de Porto Alegre, y le permitió asistir por fin al Festival de Cannes, donde recibió un homenaje 46 años después de la gloriosa presentación de la película de Camus.
El destino, desconocemos si el de los mitos griegos, determinó que los actores protagonistas de Orfeo negro, Breno Mello y Marpessa Dawn, fallecieran el mismo verano de 2008, si bien él el 11 de julio en Porto Alegre y ella el 25 de agosto en París, casi 50 años después de haber encarnado la relación entre Orfeo y Eurídice en el cine, tal vez por esto de que a veces a la vida se le antoja emular al arte.
 

jueves, 22 de octubre de 2009


O mundo do choro é o tema do filme Brasileirinho, do finlandês Mika Kaurismäki. É a alma do choro capturada na tela do cinema. O filme traz a música como sua estrela maior, o que garante que agradará tanto os fãs de choro, quanto qualquer um que goste de boa música.
O interessante da abordagem do filme é que mostra as mais diferentes facetas do choro. Vê-se a diversidade de estilos, de líricas valsas à sacolejante gafieira. Uma música do instrumentista dedicado e virtuoso, mas que mantém a informalidade das reuniões de amigos das rodas. Está lá o prazer de os músícos tocarem juntos, todos em comunhão. Encontros onde o virtuosismo não ofusca o aspecto coletivo, em que o solista tem que saber tocar com o resto do grupo. Mostra-se a reverência pela tradição e por mestres como Pixinguinha, Paulo Moura e Joel Nascimento, e também a renovação com a nova geração que desponta. Vemos uma música nacional, interpretada por artistas cariocas, baianos, gaúchos e brasilienses. O choro dançante que está sendo recuperado pelas novas gerações, com a garotada saindo de noite para dançar música instrumental. O choro aparece como a grande escola dos instrumentistas brasileiras, influenciando todos nossos principais músicos, de Villa-Lobos a Tom Jobim.

O filme não chega a ter muita história. É um bem costurado passeio pelo mundo do choro e por lugares bacanas do Rio de Janeiro. O Trio Madeira Brasil é o anfitrião. Eles estão organizando um grande encontro de chorões para comemorar o Dia do Choro no Teatro Municipal de Niterói. Depoimentos pontuam o filme recheado de maravilhosas cenas musicais. É divertido ver o Joel Nascimento no Instituto Médico Legal relembrando o tempo que trabalhou lá, Marcello Gonçalves e Yamandú Costa se encontrando na manicure, a conversa dos pandeiristas Jorginho do Pandeiro, Marcos Suzano e Celsinho Silva, a garotada nas aulas da Escola Portátil de Música, Jorginho relembrando a primeira vez que tocou profissionalmente e a sincera admiração do jovem trombonista Everson Moraes por Zé da Velha. Em alguns momentos, especialmente quando entra a narração, chega a ser didático.

Belas cenas musicais desfilam pelo filme. O Trio Madeira Brasil, formado por Ronaldo do Bandolim, o violonista Zé Paulo Becker e o sete cordas Marcelo Gonçalves, abre tocando Santa Morena (Jacob do Bandolim). Yamandú Costa toca João Pernambuco e Ernesto Nazareth. Zezé Gonzaga interpreta Falando de Amor (Tom Jobim). Teresa Cristina e Pedro Miranda na Comuna do Semente cantam Calo de Estimação (Zé da Zilda e Zé Tadeu). Guinga toca e canta sua Senhorinha. Zé da Velha e Silvério Pontes fazem ventar com O Bom Filho à Casa Torna (Bonfiglio de Oliveira). Carlinhos Leite toca Dilermando Reis com Yamandú, que depois toca Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro) acompanhado do coro da platéia. Paulo Moura com uma super banda bota a Estudantina para dançar. Os baianos Edson 7 Cordas, Fred Dantas (trombone) e Joatan Nascimento (trompete) quebram tudo no Centro do Rio. Ainda passam pelo filme Joel Nascimento, Mauricio Carrilho, Hamilton de Holanda, Henrique Cazes, os Garotos de Cordeiro, Ademilde Fonseca, Luciana Rabello, Alexandre Maionese, Rogerinho 7 Cordas, Camunguelo e muitos outros. Tudo com um som de primeiríssima qualidade e gravado ao vivo. A direção musical ficou por conta de Marcello Gonçalves, do Trio Madeira.


lunes, 19 de octubre de 2009

Carlota Joaquina - Princesa do Brasil


A morte do rei de Portugal D. José I em 1777e a declaração de insanidade de D. Maria I em 1972, levam seu filho D. João e sua mulher, a espanhola Carlota Joaquina, ao trono português.
Em 1807, para escapara das tropas napoleônicas, o casal se transfere às pressas para o Rio de Janeiro, onde a família real vive seu exílio de 13 anos. Na colônia aumentam os desentendimentos entre Carlota e D. João VI.

CONTEXTO HISTÓRICO

A transferência da família real portuguesa para o Brasil em 1808, insere-se no contexto de desagregação do Antigo Regime europeu. Para o Brasil a chegada de D. João VI agravou a crise do Antigo Sistema Colonial, que vinha se estendendo desde as revoltas de emancipação como a Inconfidência Mineira em 1789. Ao determinar a abertura dos portos brasileiros para outras nações em 1808, D. João VI tomava a primeira medida formal em direção a independência política do Brasil, eliminando-se o monopólio metropolitano, base do pacto colonial e portanto, da própria colonização.
Na França Napoleão Bonaparte assumia o poder em 1799, consolidando com sua liderança política e militar, os interesses da burguesia, que dez anos antes havia iniciado a Revolução Francesa de caráter anti-absolutista. Coroado imperador em 1804, Napoleão inicia uma política expansionista sobre o Velho Mundo, encontrando como principal obstáculo ao avanço do capitalismo na França o poder militar e econômico da Inglaterra, que além de ser considerada a Senhora dos Mares, era efetivamente o único país industrializado do mundo desde meados do século XVIII. Como uma invasão sobre a Inglaterra somente poderia ocorrer por via marítima, Napoleão decidiu utilizar armas econômicas, decretando o Bloqueio Continental em 1806, após uma desastrosa derrota na batalha naval de Trafalgar. O bloqueio visava impedir o comércio britânico com as demais nações do continente. Portugal e Espanha com vital posição estratégica, situando-se na entrada para o mar Mediterrâneo, precisavam assumir o bloqueio, para que essa medida desse resultados satisfatórios.
Assim, tanto França como Inglaterra mobilizam suas forças diplomáticas e militares para disputar o apoio ibérico. Para Napoleão não foi difícil obter a adesão da Espanha, sua aliada desde 1804 e em cujo trono colocaria mais tarde, seu próprio irmão José. Já em relação a Portugal, o mesmo não ocorreu, pois economicamente o reino luso era a muito dependente da Inglaterra, principalmente após o Tratado de Methuen, "Panos e Vinhos" em 1703, pelo qual a Inglaterra exportava trigo, armas e tecidos para Portugal, importando de lá apenas vinho e azeite, o que dava um considerável superávit ao Reino Unido na balança comercial entre os dois países.
Na corte, o futuro D. João VI era um príncipe sem muita personalidade política. Dotado de uma certa simpatia pessoal, era incapaz de tomar sozinho decisões exigidas de um estadista, sendo alvo de chacotas e brincadeiras e entre o povo, personagem sempre presente nas anedotas, cujo tema era, muitas vezes, o relacionamento amoroso de sua mulher, Carlota Joaquina com nobres e personalidades estrangeiras, como o almirante inglês Sidney Smith, um dos representantes das forças britânicas em Portugal.
D. João foi forçado a transferir-se para o Brasil, num momento em que as idéias revolucionárias estavam em ascensão no Velho e no Novo Mundo, numa época de total insegurança para as tradicionais dinastias européias. Foi contudo durante sua estadia que o Brasil deu o primeiro passo para sua autonomia econômica com a abertura dos portos, destacando-se ainda a fundação do Banco do Brasil e da primeira faculdade (a de Medicina e Cirurgia) sem falar nas preocupações com a sanidade de sua mãe e com o comportamento histérico de sua exótica mulher.




viernes, 16 de octubre de 2009

O Casamento de Romeu&Julieta



O Casamento de Romeu e Julieta aborda o tema Shakespeareano do amor impossível entre dois jovens, filhos de famílias rivais. Ao invés de Verona, seus personagens vivem em São Paulo e a rivalidade, aqui, surge no futebol. Ela é uma torcedora palmeirense e seu pai, diretor do clube, não admite que a filha namore alguém que torça por outro time. Romeu, corinthiano roxo, conhece Julieta e faz o impossível para conquistar a bela e sua família. Finge ser palmeirense a ponto de se tornar sócio do clube e frequentar os jogos do verdão. A mentira gera uma série de confusões, mal entendidos, acontecimentos inesperados e deliciosos entre as duas famílias rivais.




jueves, 15 de octubre de 2009

Bufo & Spallanzani


Ivan Canabrava (José Mayer) é um detetive da Companhia Panamericana de Seguros que está investigando o caso de um fazendeiro, que morreu pouco após fazer um seguro de um milhão de dólares. Desconfiado de que a empresa onde trabalha esteja sendo vítima de uma fraude, Ivan passa a investigar a viúva e descobre, no apartamento do casal, um sapo morto e uma planta exótica. Pesquisando sobre o assunto com a ajuda do cientista Ceresso (Juca de Oliveira) e a jovem Minolta (Isabel Guerón), Ivan passa então a se envolver cada vez mais com suas investigações, o que desagrada seu chefe (Gracindo Junior).


Premiações

- Recebeu 7 indicações ao Grande Prêmio BR do Cinema, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante (Tony Ramos), Melhor Trilha Sonora, Melhor Direção de Arte, Melhor Montagem, Melhor Fotografia e Melhor Edição de Som.

- Ganhou 4 Kikitos de Ouro, no Festival de Gramado, nas seguintes categorias: Melhor Ator (Tony Ramos), Melhor Atriz (Isabel Guerón), Melhor Ator Coadjuvante (Juca de Oliveira) e Melhor Direção de Arte.

miércoles, 14 de octubre de 2009

Ultima Parada 174


Drama baseado em fatos reais sobre a vida do rapaz Sandro do Nascimento, menino de rua que sobreviveu à chacina da Candelária e, em 2000, sequestrou um ônibus no Rio de Janeiro. Tendo uma moça como refém na mira de seu revólver, a polícia - atiradores de elite - acabou disparando e matando os dois. O fato foi transmitido pela TV.O enterro de Sandro foi acompanhado por apenas uma pessoa – sua mãe adotiva. Em 2002 o diretor José Padilha, de "Tropa de Elite", transformou a história no documetário "Ônibus 174".
Instigado pelo documentário Ônibus 174 de José Padilha, o diretor Bruno Barreto construiu um relato ficcional para contar a história do encontro de um adolescente órfão e de uma mulher obcecada pela memória do filho. O encontro de duas pessoas à deriva, que teve como desfecho a morte de uma jovem professora e de Sandro, deixando aquela mãe novamente órfã de seu filho.

Quem já teve a oportunidade de assistir “Última Parada - 174” sentiu algo que não vai esquecer tão cedo: um soco no estômago, como bem definiu Sonia Racy em sua coluna do “Estadão”.  
Em seu 19º longa metragem, pela primeira vez Bruno trabalhou com não-atores ou atores de pouca experiência encontrados em grupos teatrais de comunidades carentes do Rio - o que pode explicar o extremo realismo das cenas.
Entre eles, Michel Gomes, em primorosa atuação no papel do protagonista Sandro. Diretor e roteirista não opinam no filme, não querem passar nenhuma mensagem, nem fazer análise sociológica - e nos entregam um dos melhores filmes nacionais dos últimos anos.


“Última Parada - 174” não é um filme de bandidos e mocinhos, apenas mais um filme sobre a violência carioca. Conta, isto sim, com muita crueza e sem adjetivos, como é o cotidiano de famílias pobres e desestruturadas, sempre nos limites entre a vida e a morte, entrando na intimidade dos morros cariocas que a gente não conhece. 



martes, 13 de octubre de 2009

Gabriela Cravo&Canela



Na tranqüila cidade de Ilhéus, na Bahia de 1925, escravos ainda podem ser comprados, e crimes passionais perdoados. A essa cidade chega Gabriela, uma moça pobre e de espirito livre, que veio do sertão. Levada para trabalhar como cozinheira para Nacib, um rico comerciante, Gabriela encanta com sua beleza e sensualidade rude, e Nacib logo apaixona-se por ela. Embora ele ache que deveria casar-se com uma boa moça de família, candidatas virgens aceitáveis são raras em Ilhéus. Além disso, todos os homens da cidade parecem estar fascinados por Gabriela. Assim, Nacib decide casar-se com a moça. Mas, uma vez esposa de um conceituado comerciante da cidade, Gabriela é obrigada a vestir-se e comportar-se de acordo com o que a sociedade espera, além de freqüentar uma série de eventos cansativos com pessoas chatas. Sentindo-se presa e sem identidade, a jovem acaba se rebelando, o que coloca em risco seu casamento com Nacib, o homem que ela realmente ama. 
 
Romance 102 minutos
legendas em espanhol
 
 

martes, 6 de octubre de 2009





Amores Possíveis traz três possibilidades de romance, três destinos diferentes para as vidas de Carlos (Murilo Benício) e Júlia (Carolina Ferraz).

Num dia de chuva, na porta do cinema, Carlos espera Júlia. Ela não chega. A partir deste ponto o espectador é conduzido por três possíveis rumos da vida dos dois, em três histórias paralelas.

Numa delas Carlos é um homem bem estruturado finaceira e emocionalmente, que fica dividido entre a vida segura e o casamento sem sal, e a possibilidade de uma grande paixão. Em outra, Carlos deixou a mulher e o filho para viver uma paixão homossexual, trocando o amor paterno pelo desejo.

Na terceira, Carlos é um homem imaturo, que ainda vive com a mãe (Irene Ravache), persistindo em experiências desastrosas na busca da mulher perfeita. "Bonita, meiga, educada, culta..."

É no intervalo de quinze anos que a diretora explora as possibilidades de amor entre um homem e uma mulher. Quem nunca fez planos ou mesmo imaginou seu futuro ao lado de alguém? É divertido ver isso transposto para as telas, de maneira suave, divertida e real, sem grandes alucinações de roteiro.

Murilo Benício está bem nos três papéis. Sua transformação em cada personagem é bem trabalhada, sendo perceptível um estudo mais aprofundado na preparação de seus personagens. Já a bela Carolina Ferraz não traz grandes transformações. Suas "Júlias" parecem extensões de outros personagens vividos pela atriz. Beth Goulart, que atua em apenas uma das histórias, mostra seu talento sutil e marcante, trazendo grande veracidade à sua personagem, Maria.

Sandra faz um filme de amor. Mesclando dramas a situações engraçadas, a diretora firma-se como uma "fotógrafa" dos relacionamentos pessoais cotidianos, vividos e reconhidos facilmente pelo público frente.

Para a trilha, mais uma vez em parceria com o músico João Nabuco, a cineasta escolheu canções brasileiras bem românticas. Para a abertura, Chico Buarque regravou ao lado de Zizi Possi a canção "Dueto", de autoria do próprio Chico.


 

jueves, 1 de octubre de 2009

Podecrer!


Rio de Janeiro, 1981. Um grupo de amigos está no ano de sua formatura no colégio São Jorge. Entre eles está Carol (Maria Flor), filha de exilados políticos que retornou recentemente ao Brasil. Ela logo se torna amiga de Melissa (Fernanda Paes Leme) e Silvinha (Liliana Castro), que a apresenta a João (Dudu Azevedo), PP (Sílvio Guindane), Marquinho (Gregório Duvivier) e Tavico (Marcelo Adnet), os integrantes da banda de rock mais conhecida do colégio. Há ainda Ana Cláudia (Erika Mader) e Duda (Júlia Gorman), patricinhas que rivalizam em tudo com Melissa e Silvinha. João e Carol logo sentem-se atraídos, mas Ana Cláudia, que é a garota mais bonita do colégio,

está decidida a conquistá-lo. Em meio às festas e namoros, eles ainda precisam se preocupar com o vestibular e o futuro de suas vidas.

“Podecrer” faz uma viagem nostálgica à juventude do começo dos anos 1980 para contar a história de um grupo de alunos do ensino médio de um colégio tradicional. A trama é embalada por ótimas canções da época –incluindo Caetano, Secos e Molhados, Tim Maia e outros- e um desfile de objetos da época, um verdadeiro almanaque de modas oitentistas.

Nesse cenário, o público conhece figurinhas clássicas do universo adolescente: o garoto que quer ficar famoso com sua banda, a ex-gordinha que vira a maior namoradeira, a tímida, o piadista, a metida e por aí vai. Quem não teve colegas como esses no colégio? 

lunes, 14 de septiembre de 2009

ROMANCE



Em seu novo filme, "Romance", o diretor Guel Arraes ("O Auto da Compadecida", "Lisbela e o Prisioneiro") faz um ensaio sobre a representação dramatúrgica do amor, recheado de ironias aos cacoetes da TV e do cinema brasileiros.

A platéia que lotou o Cine Palácio, no centro do Rio, para ver "Romance", riu ruidosamente de personagens como Orlando (Vladimir Brichta). Ele é um ator que ambiciona um papel num especial de TV a ser rodado no Nordeste, mas descobre que os testes serão restritos a não-atores da região --expediente que é voga no cinema nacional recente.

"Passei anos da minha vida me formando como ator e vou perder a melhor chance que tive até agora porque sou ator", conclui Orlando, que decide, então, fingir-se de sertanejo, para se submeter ao teste.

A escalação de Orlando para o papel termina acrescentando mais um vértice à relação do casal de protagonistas, formado pela atriz Ana (Letícia Sabatella) e pelo ator e diretor Pedro (Wagner Moura). Os dois se apaixonam durante uma montagem teatral de "Tristão e Isolda", matriz das narrativas do amor romântico.

O desempenho de Ana na peça chama a atenção de Danilo, diretor geral de uma emissora de TV cuja logomarca é prateada e esférica. Danilo é interpretado por José Wilker, com entonação, gestual e tiradas sarcásticas que remetem ao diretor Daniel Filho.

Alçada ao estrelato na novela, Ana vê sua relação com Pedro entrar em crise. Ele despreza a audiência de TV. Prefere a atenção atenta do restrito público de teatro a um espectador "que está me vendo por acaso, entre dois anúncios de detergente".

É uma escolha que a pragmática produtora Fernanda, vivida por uma Andréa Beltrão decalcada de Paula Lavigne, que produziu "Romance", é incapaz de compreender.

"Por que representar para 300 pessoas, se você pode representar para 30 milhões?" é uma das falas de Fernanda.


viernes, 4 de septiembre de 2009

Quase Dois Irmãos

Nos anos 70, quando o país vivia sob a ditadura militar, muitos presos políticos foram levados para a Penitenciária da Ilha Grande, na costa do Rio de Janeiro. Da mesma forma como os políticos, assaltantes de bancos também estavam submetidos à Lei de Segurança Nacional. Ambos cumpriam pena na mesma galeria. O encontro entre esses dois mundos é parte importante da história da violência que o País enfrenta hoje. "Quase Dois Irmãos" mostra como essa relação se desenvolveu e o conflito estabelecido entre eles. Entre o conflito e o aprendizado, nasceu o Comando Vermelho, que mais tarde passou a dominar o tráfico de drogas.
Através de dois personagens, Miguel, um jovem intelectual de classe média preso político na Ilha Grande, e hoje deputado federal, e Jorge, filho de um sambista que de pequenos assaltos se transformou num dos líderes do Comando Vermelho, o filme tem como pano de fundo a história política do Brasil nos últimos 50 anos, contada também através da música popular, o ponto de ligação entre esses dois mundos. Hoje, começa um novo ciclo: Miguel tem uma filha adolescente, que fascinada pelas favelas e pela transgressão, se envolve com um jovem traficante.
O filme pretende mostrar as transformações ocorridas nos últimos 50 anos no Rio de Janeiro a partir de dois pontos de vista: da classe média e da marginalidade. Para isto, suas relações e conflitos vão ser dramatizados a partir de dois núcleos familiares.
Ao ritmo da industrialização dos anos 50, a classe média ascendente romantiza o malandro, jogador de capoeira e sambista. Neste momento, as relações são amistosas, marcadas por um certo carinho paternalista que se expressa em inúmeras produções culturais. O intelectual "descobre" os talentos do morro. E o morro não ameaça, nem reclama seus direitos.
A ditadura vai encontrar estes dois arquétipos na cadeia. As relações amistosas não conseguem sobreviver ao enfrentamento diário. Mas, além da separação, a convivência trouxe um aprendizado de ambos os lados. A classe média neste momento entra em contato com as transgressões - drogas e homossexualidade - que vê na cadeia. O jovem marginal, por sua vez, se aproveita da organização dos militantes para criar sua própria organização.
Nos anos 90, mais uma vez, a realidade os aproxima. Não é mais uma relação paternalista nem um enfrentamento de igual para igual.. Como nos 50, a classe média volta a ter poder dentro da sociedade civil. Só que do outro lado encontra um novo poder estabelecido com a entrada das drogas na sociedade. Um poder que também não está desvinculado do seu mundo, pois o contraponto desta realidade é o uso indiscriminado das drogas na própria classe média.
Legendas:Espanhol
Duração:102minutos

jueves, 3 de septiembre de 2009



A história da simpática mas desastrada velhinha Dina Rocha e seus três filhos adultos - Marcos Vinicius, César e Marcelo -, que vivem em pé de guerra sobre quem deve ficar com a mãe. Durante uma das muitas batalhas familiares, Dona Dina some e até os irmãos se darem conta para começarem a procurar, parece que já é tarde demais. Recebem a trágica notícia no IML de que uma velhinha cuja descrição é de sua mãe foi atropelada por um ônibus. Enquanto os irmãos preparam o velório da mãe, mal sabiam eles que ela na verdade estava na casa ao lado com sua amiga Nonô, onde as duas foram seqüestradas por dois desastrados e divertidos aprendizes de ladrões.