Drama baseado em fatos reais sobre a vida do rapaz Sandro do Nascimento, menino de rua que sobreviveu à chacina da Candelária e, em 2000, sequestrou um ônibus no Rio de Janeiro. Tendo uma moça como refém na mira de seu revólver, a polícia - atiradores de elite - acabou disparando e matando os dois. O fato foi transmitido pela TV.O enterro de Sandro foi acompanhado por apenas uma pessoa – sua mãe adotiva. Em 2002 o diretor José Padilha, de "Tropa de Elite", transformou a história no documetário "Ônibus 174".
Instigado pelo documentário Ônibus 174 de José Padilha, o diretor Bruno Barreto construiu um relato ficcional para contar a história do encontro de um adolescente órfão e de uma mulher obcecada pela memória do filho. O encontro de duas pessoas à deriva, que teve como desfecho a morte de uma jovem professora e de Sandro, deixando aquela mãe novamente órfã de seu filho.
Quem já teve a oportunidade de assistir “Última Parada - 174” sentiu algo que não vai esquecer tão cedo: um soco no estômago, como bem definiu Sonia Racy em sua coluna do “Estadão”.
Em seu 19º longa metragem, pela primeira vez Bruno trabalhou com não-atores ou atores de pouca experiência encontrados em grupos teatrais de comunidades carentes do Rio - o que pode explicar o extremo realismo das cenas.
Entre eles, Michel Gomes, em primorosa atuação no papel do protagonista Sandro. Diretor e roteirista não opinam no filme, não querem passar nenhuma mensagem, nem fazer análise sociológica - e nos entregam um dos melhores filmes nacionais dos últimos anos.
“Última Parada - 174” não é um filme de bandidos e mocinhos, apenas mais um filme sobre a violência carioca. Conta, isto sim, com muita crueza e sem adjetivos, como é o cotidiano de famílias pobres e desestruturadas, sempre nos limites entre a vida e a morte, entrando na intimidade dos morros cariocas que a gente não conhece.



No hay comentarios:
Publicar un comentario